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Pequenas Confissões dos Vinte e Poucos Anos.

sábado, 11 de novembro de 2017
Por Carol Estacio,

A gente vive a adolescência e cria uma expectativa da vida adulta. Então chegam os 18 anos e nem sempre sabemos o que queremos fazer dali pra frente.

Ai vem à fase dos 20 e com ela aquele pequeno choque de realidade: lembro-me de imaginar estar em um lugar certo, e quando dei por mim, não estava lá. Talvez porque não era hora, ou porque precisa enfrentar outras batalhas, não sei. Mas quando a consciência bate ao lembrar esses pequenos momentos, a incerteza vem junto, quase que sem querer.

Dai bate certo desespero e você parece se perder no meio de tudo isso, como dizem: é a famosa crise dos vinte e poucos anos. Mas a verdade é que dentro de você está a resposta. Não é clichê, ou um conselho apenas para confortar você. A resposta está na sua história, em tudo que fez naqueles pequenos detalhes.
Quantas vezes naquele ano ela chegou, em casa chorando. Muitos vão dizer que é drama e tão poucos vão conseguir compreender a verdadeira razão daquele aperto. Ela virou o ano com tantas certezas e expectativas é normal estar agora, há poucos dias para encerrar mais um ano, decepcionada e até mesmo um pouco mais preocupada com o futuro.

A verdade é que às vezes a vida cobra um ato e até mesmo um período de hiato. É sobre aquele famoso ditado, dar um passo para trás para poder dar dois à frente.

Dos dias em que ficou em casa, almejou mais uma vez, poder viver daquilo que sonhou. “Que a ingratidão se perca no meio do caminho, que desvie do meu destino.” Era tudo que rezava quando encontrava-se meio a esses pensamentos.

Na real, ela achou normal sentir-se assim em determinado momento da vida. Porque significa crescimento, uma maturidade além do que ela já tem. Significa que agora é hora de fazer algo novo que a faça chegar onde lá trás, com seus dezessete, dezoito anos, imaginou estar.


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