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Em um novo vagão de um velho trem

segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Por Carol Estacio,


Ela embarcou naquele trem, mesmo sem saber ao certo qual seria o destino final. Foi por intuição, passando de vagão em vagão. Sentava-se ao lado de pessoas que jamais havia visto, mas agia conforme falava o seu coração.

Era linda a paisagem que emoldurava as janelas daquela viagem e por mais rápidas que passassem, era possível registrar cada pequeno detalhe. A paisagem era como a vida: linda, às vezes meio cinza, mas tão rica em alegria que só por si já valia a pena. Mas é rápida, tal como um piscar de olhos.

E ela? Bom ela era apenas aquela bailaria que saíra da caixinha de música disposta a escutar novas notas, cada pequeno acorde a despertar uma nova aventura. Ela fechou-se em um mundo particular para que outras pessoas não pudessem atrapalhar aqueles pensamentos tão certos, mas abriu seu coração para que com amor, pudesse receber quem lhe dava aquele mesmo valor. É que na verdade, ela só queria pertinho de si aqueles que realmente a lhe fariam sorrir.

Essa é uma viagem sem pausa, sem tempo de espera. Essa é uma viagem para ela que carrega flores e distribui amores, seja num sorriso ou num olhar. Desculpa à ingenuidade temporária, moça, ela costumava apenas rodopiar com seu ti-ti rosa, sempre os mesmos passos, sempre a mesma música. Mas olha que linda, ali, desfrutando novos ares e escrevendo novos trechos de sua história. Olha que linda a caminhar, a descobrir, a realizar.


Ela deitava-se perto da janela para que antes de dormir pudesse ver a estrela brilhar e ao acordar, pudesse sentir o sol raiar. Ela era assim, leve como pluma, linda como sonho e luz como estrela ou aqueles pequenos cristais, que refletidos fazem brilho em cada passo dado da estrada que resolveu trilhar.

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