Entre chuva, abraços e o chuveiro ligado.

em 21 de agosto de 2017


Ela ligou o chuveiro e deixou a água cair, como se dali fossem sair todas as impurezas e dores daquele dia. E por mais simbólico que possa parecer de certa forma, ela acreditava que tudo realmente ia embora.

Vai ver os dias chuvosos tendem a ser mais tristes, porque os anjos também choram quando veem alguém de coração partido, seja qual for o motivo.

E apesar do seu silêncio ensurdecedor, ela sentiu o peso daquela energia e o absurdo daquelas palavras tão frias e livres da verdade. E enquanto a água caia isso era tudo que ela conseguia pensar, fora as preces feitas entre cada pausa da sua memória. Ela não sabia como, mas tudo que queria era poder acordar já no dia que tanto almeja chegar e perceber que pronto, passou e de toda essa história ficaram as lições e a memória, nada mais..., nada além.


Mas ela soube ao menos fazer valer cada sorriso que dela tiraram meio aos trovões da chuva, guardou com carinho os abraços e ocupações que fizeram a hora voar. É que ela sabe que apesar do dia amanhecer cinza, ele não precisa ser feio, o que a gente precisa é pintar pequenos raios de arco íris nas partes mais escuras do dia e buscar por coisas/pessoas que preencham nosso coração de alegria.
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